A Incerteza do movimento de uma bola Oval "¿Qué clase de mundo es éste que puede mandar máquinas a Marte y no hace nada para detener el asesinato de un ser humano?" José Saramago
Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
No rescaldo de Atenas...

Por demérito, hoje na ressaca dos 5 - 1, vem à memória um flash dos 7 - 1 com que o Celta de Vigo nos brindou.

Há falta de preparação da equipa enquanto colectivo.

Há falta de preparação individual de cada jogador.

Há falta de musculo do emblema em si, enquanto equipa outrora ganhadora no panorama do futebol internacional.

Rui Costa pede para não se mandar a toalha ao chão e seguir em frente... mas às vezes...



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«O Caderno de Saramago» - Educação Sexual

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Educação sexual

By José Saramago

“A exploração sexual é um tema tão importante para a humanidade que não pode haver hipocrisia. É necessário convencer os pais do mundo inteiro de que a educação sexual em casa é tão importante como a comida na mesa. Se não ensinarmos educação sexual nas escolas, os nossos adolescentes aprenderão animalescamente nas ruas. É necessário acabar com a hipocrisia religiosa e isso vale para todas as religiões”.

São palavras de Lula da Silva, presidente do Brasil, que subscrevo. Falava num congresso mundial, o terceiro que se realiza, que trata de enfrentar o problema da exploração sexual a que são submetidos crianças e adolescentes em todo o mundo. A rainha da Suécia fez um apelo para que se persiga a delinquência contra os jovens que se instalou na Internet. Ambos falaram de problemas graves, que afectam uma parte da sociedade e que faz estragos sobretudo entre a população infantil e adolescente nas zonas mais pobres do planeta, onde faltam escolas, o conceito de família simplesmente não existe e manda uma televisão que emite violência e sexo 24 horas por dia. Quem ouvirá as palavras sábias que se pronunciam no Congresso contra a Exploração Sexual?

Enfim, queria falar da apresentação de A Viagem do Elefante em São Paulo, mas este assunto meteu-se no meio e tem prioridade. Deixemos o livro para amanhã.



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A Consistência dos Sonhos no Brasil

Uma viagem em férias e uma visita cultural, no outro lado do Atlântico. Aqui no Instituto Tomie Ohtake



publicado por blogoval às 22:05
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Sic entrevista Saramago

Para rever aqui



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Metrópolis entrevista Saramago

Entevista para rever aqui



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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
Em cima do momento...

15 minutos da 2.ª parte. Benfica trocidado e esmagado peranto o Olimpiakos da Grécia.

5 a 1 com 6 remates à baliza.

José Nunes, na Antena 1... diz... «que não estava a espera disto...»

Quem estaria.



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«O Caderno de Saramado» - Dia vivido

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Dia vivido

By José Saramago

Continuamos no Brasil, Pilar e eu, e comovidos pela tragédia de Santa Catarina, onde o número de mortos ou desaparecidos não deixa de aumentar, como as histórias humanas, de desolação e desesperança dos sobreviventes, que dali nos chegam. Cruzámo-nos com o presidente Lula, que ia visitar a zona da tragédia. Muito consolo tem que transportar para demonstrar que o Estado é útil. Consolo em palavras e em meios. Das duas coisas necessitamos, os humanos. Contam-nos que nas empresas, espontaneamente, se estão recolhendo fundos para ajudar os vitimados. Para quem, como nós, não vivemos directamente a tragédia, gestos como estes também nos consolam, nos fazem pensar que a jovem da editorial que se preocupa com a sorte de gente que não conhece é uma imagem possível do mundo.

Esta tarde, na Academia Brasileira de Letras apresentei A Viagem do Elefante. Alberto da Costa e Silva disse na sua intervenção que todos somos bibliotecas, porque guardamos leituras no nosso interior como o melhor de nós mesmos. Tenho com Alberto uma antiga relação de amizade, e por ela, este académico, ex-presidente da Academia e ex-embaixador quis apresentar o meu livro como algo próprio. Antes tivemos uma reunião com os académicos, à qual assistiram amigos tão generosos como Cleonice Berardineli e Teresa Cristina Cerdeira da Silva, que não são académicas embora façam parte da aristocracia do espírito, essa que sim é necessária para a evolução da sociedade. Antes estivemos com Chico Buarque, que está a ponto de terminar um novo livro. Se for como Budapeste teremos obra. Chico, o cantor, o músico, o escritor, é um dos homens cabais que unem a qualidade do seu trabalho à sua condição de boa gente. Hoje o dia foi cumprido. Sem dúvida.


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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
«O Caderno de Saramago» - A página infinita da internet

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A página infinita da Internet

By José Saramago

Acabamos de sair da conferência de imprensa de São Paulo, a colectiva, como dizem aqui.
Surpreende-me que vários jornalistas me tenham perguntado pela minha condição de blogueiro quando tínhamos atrás o anúncio de uma exposição estupenda, a que é organizada pela Fundação César Manrique no Instituto Tomie Ohtake, com os máximos representantes e patrocinadores, e com a apresentação de um novo livro à vista. Mas a muitos jornalistas interessava-lhes a minha decisão de escrever na “página infinita da Internet”. Será que, aqui, melhor dito, nos assemelhamos todos? É isto o mais parecido com o poder dos cidadãos? Somos mais companheiros quando escrevemos na Internet? Não tenho respostas, apenas constato as perguntas. E gosto de estar escrevendo aqui agora. Não sei se é mais democrático, sei que me sinto igual ao jovem de cabelo alvoroçado e óculos de aro, que com os seus vinte e poucos anos, me questionava. Seguramente para um blog.



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«O Caderno de Saramago» - Duas notícias

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Duas notícias

By José Saramago

No Brasil, entre entrevista e entrevista, fico a conhecer duas notícias: uma, a má, a terrível, que o temporal que de vez em quando desaba sobre São Paulo para deixar, minutos de fúria depois, um céu limpo e a sensação de que não se passou nada, no sul causou pelo menos 59 mortos e deixou milhares de pessoas sem casa, sem um tecto onde dormir hoje, sem um lar onde seguir vivendo. Notícias destas, apesar de tantas vezes lidas, não podem deixar-nos indiferentes. Pelo contrário, cada vez que nos chega a voz de um novo descalabro da natureza aumenta a dor e a impaciência. E também a pergunta a que ninguém quer responder, embora saibamos que tem resposta: até quando viveremos, ou viverão os mais pobres, à mercê da chuva, do vento, da seca, quando sabemos que todos esses fenómenos têm solução numa organização humana da existência? Até quando olharemos para outro lado, como se o ser humano não fosse importante? Estas 59 pessoas que morreram em Santa Catarina, neste Brasil onde estou agora, não tinham que ter morrido de esta morte. E isto, sabemo-lo todos.

A outra notícia é o Prémio Nacional das Letras de Espanha para Juan Goytisolo, que hoje recordo em Lanzarote, com Monique, com Gómez Aguilera, falando de livros e do ofício de escrever. Monique já não está, não vê este prémio que, por fim, é atribuído a Goytisolo, tantos anos depois de termos lido o seu primeiro livro, então recém-publicado. Juan, um abraço e felicidades.



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«O Caderno de Saramago» - Gado

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Gado

By José Saramago

Não foi fácil chegar ao Brasil. Não foi fácil sequer sair do aeroporto. As instalações da Portela estão infestadas de pessoas de ambos os sexos que nos olham com desconfiança como se tivéssemos escrito na cara, a denunciar-nos, um historial de declarados ou potenciais terroristas. A estas pessoas chamam-lhes “seguranças”, o que é bastante contraditório porque, por experiência própria e tanto quanto pude perceber ao redor, os pobres viajantes não sentem nem sombra de segurança na sua presença. O primeiro problema tivemo-lo na inspecção da bagagem de mão. Ainda no rescaldo da doença de que padeci e de que felizmente me venho restabelecendo, devo tomar com regularidade, de duas em duas semanas, um medicamento que, em caso de passagem por um aeroporto, necessita ir acompanhado de declaração médica. Apresentámos essa declaração, carimbada e assinada como mandam os regulamentos, pensando que em menos de um minuto teríamos licença de seguir. Não sucedeu assim. O papel foi laboriosamente soletrado pela “segurança” (era uma mulher), que não achou melhor que chamar um superior, o qual leu a declaração de sobrolho carregado, talvez à espera de uma revelação que lhe fosse sugerida pelas entrelinhas. Começou então um jogo de empurra. A “segurança”, que já tinha, por duas ou três vezes, pronunciado esta frase inquietante: “Temos de verificar”, recebeu logo o apoio do seu chefe que as repetiu, não duas ou três vezes, mas cinco ou seis. O que havia para verificar estava ali diante dos olhos, um papel e um medicamento, não havia mais que ver. A discussão foi acesa e só terminou quando eu, impaciente, irritado, disse: “Pois se tem que verificar, verifique, e acabemos com isto”. O chefe abanou a cabeça e respondeu: “Já verifiquei, mas este frasco tem de ficar”. O frasco, se podemos dar tal nome a uma garrafinha de plástico com iogurte, foi juntar-se a outros perigosos explosivos antes apreendidos. Quando nos retirávamos não pude deixar de pensar que a segurança do aeroporto, por este andar, ainda acabará por ser entregue à benemérita corporação dos porteiros de discoteca…

O pior, porém, ainda estava para vir. Durante mais de meia hora, não sei quantas dezenas de passageiros estivemos apinhados, apertados como sardinhas em barrica, dentro do autocarro que deveria levar-nos ao avião. Mais de meia hora sem quase nos podermos mexer, com as portas abertas para que o ar frio da manhã pudesse circular à vontade. Sem uma explicação, sem uma palavra de desculpa. Fomos tratados como gado. Se o avião tivesse caído, bem se poderia dizer que havíamos sido levados ao matadouro.



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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
Saramago no The Guardian
José Saramago

'We're already in hell' ... José Saramago. Photograph: Francisco Leong/AFP

There is a revealing moment when José Saramago, Portugal's austere Nobel laureate, relaxes into laughter, and it comes as he is talking of his own death. Frail and unflaggingly upright in posture, he is in an armchair in his compact, postwar house in Lisbon, sheltering from the city's Atlantic drizzle beside a smoking log fire. Rushed to hospital last winter with a respiratory illness, he recalls: "They were reluctant to take me because I was in such a serious condition." Chuckling, he adds: "they didn't want to be the hospital where José Saramago died."

His amusement may stem from a mischievous sense of thwarting expectations, as much as delight at his reprieve. "I don't see it as a miracle," he makes clear (he is an atheist), "but my chances of recovering were very slim." Yet it also suggests an ironic stance towards his late fame. He first worked as a car mechanic and metal-worker before eventually devoting himself to fiction in his 50s. He was 60 when his breakthrough fourth novel, Memorial of the Convent (1982), was published. A baroque tale set during the Inquisition in 18th-century Lisbon, it tells of the love between a maimed soldier and a young clairvoyant, and of a renegade priest's heretical dream of flight. The novel's translation in 1988 as Baltasar and Blimunda, by the late Giovanni Pontiero, brought Saramago to the English-speaking world, and it was turned into an opera in 1990. Its success accelerated his output of some 15 novels, plus short stories, poetry, plays, memoir, and the travelogue Journey to Portugal (1990). In 1998 the Nobel committee praised his "parables sustained by imagination, compassion and irony", and his "modern scepticism" about official truths.

After several months in hospital, Saramago returned home in February. Last week he turned 86, and he has resumed a hectic schedule. The adaptation of Blindness, by Brazilian film-maker Fernando Meirelles, opens this weekend in UK cinemas. Saramago attended a preview in Lisbon, where the pink elephant on the cover of his new novel, The Elephant's Journey, fills bookshop windows. He is about to fly to Brazil, where he has a huge following, to open an exhibition in São Paulo on his life and work.

His fledgling José Saramago Foundation is poised to move into new premises. Speaking through a translator, he says the aim is to "bring a new dynamic to cultural life in Portugal". The foundation's director is Saramago's wife of 20 years, Pilar del Rio, a journalist who is now his Spanish translator.

For the past 15 years, the couple have lived mainly in a clifftop house in Lanzarote. They moved after the Portuguese government, under pressure from the Vatican, vetoed nomination of his novel The Gospel According to Jesus Christ (1991) for an EU literary prize. (He demanded - and later received - a public apology.) In Saramago's humanist, "heretical gospel", Jesus, the son of Joseph, has a sexual relationship with Mary Magdalene, and challenges the power-hungry God who demands sacrifice of him. When Saramago provoked a storm in Portugal last year by saying the country would inevitably become a province of a united Iberia, some thought his remarks were motivated by a lingering anger. Yet he insists: "I left the country as a protest against the government of the time, not anger at Portugal. I pay my taxes in Portugal. This year alone I've spent more than six months here."

His move to Lanzarote marked a shift in his fiction. His later books, set in unspecified countries, are less tangibly rooted in Portuguese life and history, or the streets and storms of Lisbon. The speculative element has come to the fore. Another writer of speculative fiction, Ursula K Le Guin, admires in them the "sound, sweet humour" and simplicity of a "great artist in full control of his art". Yet for the novelist Helder Macedo, emeritus professor of Portuguese at King's College London, Saramago has always been a "writer of allegories with a universal outlook. His starting-point is not 'once upon a time', but 'what if?'." For Saramago, "my work is about the possibility of the impossible. I ask the reader to accept a pact; even if the idea is absurd, the important thing is to imagine its development. The idea is the point of departure, but the development is always rational and logical."

Meirelles was drawn to Blindness (republished this month by Vintage) by the novel's vision of "how fragile our civilisation is, and how easily it can collapse". Yet for Saramago, "I don't see the veneer of civilisation, but society as it is. With hunger, war, exploitation, we're already in hell. With the collective catastrophe of total blindness, everything surfaces - positive and negative. It's a portrait of how we are." The crux is "who has the power and who doesn't; who controls the food supply and exploits the rest".

It is only the second of his books that he has allowed to be filmed - after George Sluizers The Stone Raft in 2002. Reluctant to let "a violent book about social degradation, rape" fall into the wrong hands, he refused many offers. But he deems Meirelles's movie, which was shot in São Paulo, Uruguay and Canada, and opened this year's festival at Cannes, a "great film". Its success in South America, including Brazil, contrasts with a tepid response in the US.

Death at Intervals, published in Britain earlier this year, was inspired, says Saramago, by the idea of "what would happen if death took a holiday". When people in a landlocked country stop dying, a clandestine mafia in league with a crisis government takes the moribund across the border to be buried. Death personified as a woman is being kept from her job by a love affair with a cellist. For Saramago, "I don't see it as a love story. Some people read it as love winning over death, but to me, that's pure illusion." In his view, "the church tried to find an explanation for the creation of the world, and they've been defending that idea ever since - with violence. It's a murderous intolerance, like the Inquisition burning people who are seen to be different. The new Pope wants rigid dogma to be respected and not questioned. I'm against that. We can't accept truth coming from other people. We must always be able to question those truths."

Saramago was born in 1922 into a peasant family in Azinhaga, a village in Ribatejo, northeast of Lisbon. When he was two, they moved to the capital, where his father José, an artilleryman in the first world war, found a job as a traffic policeman and his mother worked as a domestic cleaner. After the 1926 coup d'etat overthrew the republic, António de Salazar rose to power with his fascist militias and PIDE secret police. Small Memories, Saramago's memoir which is published in Britain next year, describes his family's sordid living conditions in Lisbon and hints at a coercive submission within the household to the fascist slogan of "God, Fatherland, Family".

Set against this were his maternal grandparents, Jerónimo and Josefa, with whom he spent school holidays in Azinhaga: "They were poor farmers who couldn't read or write but were very good people, and made an impression on me for life. My best memories were not of Lisbon but of the village where I was born." His grandfather, a "swineherd and storyteller" who could "set the universe in motion" with legends and apparitions, died in 1948. Fifty years later, Saramago paid tribute in his Nobel lecture. He was intrigued that Josefa's father was from Morocco. "To give my great-grandfather a more romantic image, I said he was Berber, but it's not certain." According to Carlos Reis, rector of Portugal's Open University and author of Dialogues with José Saramago (1998), he still derives a "moral superiority and wisdom" from his humble background.

Shortly after the family moved to Lisbon, his elder brother Francisco died, aged four. Saramago's efforts to track down his grave some 70 years later, while collecting information for his memoir, fed his novel All the Names. Since his family could not afford to keep him at grammar school, he went to technical school to become an apprentice mechanic. Yet he read "at random" in public libraries, and worked at a publishing company in the mid-1950s. He translated Tolstoy, Baudelaire and Hegel among others, before becoming a journalist. Joining the underground Portuguese Communist party in 1969 - the main opposition to the dictatorship - he risked jail and assault. But after the Carnation revolution of 1974 toppled Salazar's successor, Marcelo Caetano, Saramago became deputy editor of the revolutionary daily newspaper Diário de Nóticias. It was "a very intense period, when the Communist party was finally legalised. There was social unrest". His reputation as a Stalinist dates from this period, when he was said to have purged non-communists from the paper. "He made a lot of enemies at that time," Reis says. But after a radical leftwing coup was thwarted in 1975, Saramago was himself sacked. "Portugal became 'normalised'; land reform and political participation stopped."

Saramago had married Ilda Reis, a typist turned engraver, in 1944 (they divorced in 1970). His debut novel, The Land of Sin, was published the same year, 1947, that his only child, Violante, was born. After a long gap, he began to publish poetry and plays in the 60s. But, jobless in 1976, he spent time in rural Alentejo, and returned to fiction. The Manual of Painting and Calligraphy is, says Carlos Reis, "very autobiographical. Saramago thinks the revolution failed. Yet it was thanks to that failure, when he was fired, that he had to write to survive. It was his only option."

With Risen from the Ground, about three generations of an Alentejo peasant family, he began the great novels of the 80s, and invented his distinctive style of "continuous flow" with sparse punctuation. His English translator Margaret Jull Costa says his "seamless narrative voice" is meant to sound like speech. He orchestrates sounds and pauses. She also likens him to the 19th-century realist novelist Eça de Queiroz, "in a tradition of mocking Portugal, making fun of it". The novel widely seen as his masterpiece, The Year of the Death of Ricardo Reis, gives human form to one of the poet Fernando Pessoa's pseudonyms, or "heteronyms", imagining him returning from Brazil in 1936, after Pessoa's death.

Reis sees his postmodern fiction of the 80s as taking stock, alongside other writers after the 1974 revolution, of "Portugal's origins and destiny, and its ambiguous relationship with Europe". For Reis, The Stone Raft posed a question: "Are we really European, or don't we have responsibilities outside Europe - particularly in South America?" Macedo insists that Saramago, despite his recent comments on Portugal's future, is "not an Iberista in the traditional 19th-century sense. But unlike many Portuguese, he values Spain - one of his favourite writers is Cervantes. He sees the peninsula as a conglomeration of different cultures under the EU."

Still a Communist party member, Saramago describes himself as a "hormonal communist - just as there's a hormone that makes my beard grow every day. I don't make excuses for what communist regimes have done - the church has done a lot of wrong things, burning people at the stake. But I have the right to keep my ideas. I've found nothing better." Yet he did write in 2003 that, after years of personal friendship with Fidel Castro, the Cuban leader "has lost my confidence, damaged my hopes, cheated my dreams". In Reis's view, "Saramago lives his communism mostly as a spiritual condition - philosophical and moral. He doesn't preach communism in his novels." His fable of consumerism and control in a globalised culture, The Cave (2001), shows the focus of life shifting from cathedral to shopping mall. But for Jull Costa, its strength is in his "writing so humanely about ordinary people and their predicaments".

In Seeing (2004), set later on in the same country as Blindness, the majority cast blank ballots in a protest that leads to a state of emergency. For Saramago, democracy was in need of regeneration, since economic power determines political power. "I'm doubtful of democracy," he says. "Participation in political life is insufficient. People are called in every four years, and in between, the government does what it wants. That's not specific to Portugal." Yet even he is heartened by Barack Obama's election. "It's a beautiful moment, democracy in action, when millions were mobilised - including people who had never voted before - for a new candidate, and a black candidate at that. It's a kind of revolution."

His new novel The Elephant's Journey, which Meirelles sees as a "brilliant comedy about the stupidity of humankind", traces the travels of Solomon, an Indian elephant given by King John III to Archduke Maximilian II of Austria. It was "99% pure invention", Saramago says. "I was fascinated by the elephant's journey as a metaphor for life. We all know we'll die, but not the circumstances." He was 40 pages into the book when he was taken to hospital in Lanzarote. Allowed home, he immediately resumed writing. "What I find surprising and strange is that there's a lot of humour in the book - it makes people laugh. No one would guess how I was feeling at the time."

In September, at Del Rio's prompting, the octogenarian author began a blog on his foundation's website, with a "love letter" to Lisbon. He used to write for newspapers, he says, "but now I'm writing every day, and there have been a million visits - which I find astonishing - but I'm doing it all for free." His topics range from the credit crunch to advice for divorcing couples on how to divide a library.

He has described Del Rio as his "home", and calls her "the most important thing in my life - maybe more than my work. I see our relationship as a love story that has no need of being turned into a book". They had a second civil marriage ceremony last year in Castril, her hometown in Andalucía, having neglected to register their Lisbon wedding in 1988. The bureaucratic oddity would not be out of place in his fiction.

Saramago on Saramago

"Wearing the new dress that she bought yesterday in a shop downtown, death goes to the concert. She is sitting alone in the box, and . . . she is looking at the cellist. Just before the lights went down, when the orchestra was waiting for the conductor to come, he noticed her. He wasn't the only musician to do so. Firstly, because she was alone in the box, which although not rare, wasn't that frequent an occurrence either. Secondly, because she was pretty . . . pretty in a very particular, indefinable way that couldn't be put into words, like a line of poetry whose ultimate meaning . . . continually escapes the translator. And finally, because her lone figure, there in the box, surrounded by emptiness and absence on every side, as if she inhabited a void, seemed to be the expression of the most absolute solitude."

This passage points to what I believe to be one of the main characteristics of my work: accepting that the impossible is possible and extracting from that slightly risky premise all the consequences that the imagination can bring to it, even if ordinary logic has to suffer. Proust may have seen death, or thought he did, at the foot of his bed, in the guise of a fat woman dressed in black, but death has no substance unless we push against the limits of the possible to gain access to a different level of seeing, to the inner scenario of the imagined where everything makes sense. In this novel, death buys a new dress to wear to a concert. Impossible, you'll say, and I'll respond, Yes, but not any more.

• Extract from Death at Intervals, translated by Margaret Jull Costsa, published by Harvill Secker.

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publicado por blogoval às 21:42
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Sábado, 22 de Novembro de 2008
O Paradigma chamado Estrela da Amadora

Há ou não há um cheque da Obriverca de 140 mil € para pagar um mês dos ordenados que estão em atraso?

Há ou não, responsabilidade das anteriores direcções do Estrela?

Há ou não, responsabilidade desta direcção?

Há ou não, responsabilidade da finanças e da garantia que está a ser executada?

Mas para quando resolver o problemas dequeles homens?



publicado por blogoval às 16:46
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O Paradigma chamado Selecção Nacional

Esmagada pelas estrelas do Brasil, os nossos jogadores pagaram o custo de não honrarem a camisola.

Ficará no palmarés de cada um esse honroso 6-2, com que foram brindados.

Carlos Queiróz depois de ficar conhecido pelo seleccionador que atirou a toalha ao chão, fica agora com a menção honrosa de ter levantado as mãos sobre a cabeça, em sinal de desespero e pedindo a alguma entidade divina, por certo, que aquilo acabasse.

Desçam todos a terra... sejam dignos... humildes e trabalhadores...

Um vespeiro de estrelas...



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O Paradigma chamado Dias Loureiro

Em entrevista, concedida pela RTP, parecendo um espaço de publicidade pago em horário nobre, vem Dias Loureiro dizer várias coisas como «não sei», «não sabia», «não participei»....

isto parece coisa dos Gato Fedorento.

No «day after», o vice-presidente do Banco de Portugal, vem desmentir as palavras do ex-ministro. Será a ponta do véu que se começa a levantar?

O que é certo é que os «tubarões» alimentaram-se enquanto havia carne... agora o povo, por intermédio da CGD chupe os ossos e pague as dividas.



publicado por blogoval às 16:39
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O Paradigma chamado RTP

Uma televisão de capitais publicos, totalmente do estado, permite-se em horário nobre, dar voz a uma pessoa, só porque esta (DIAS LOUREIRO) quer limpar o seu nome?

Isto não é jornalismo de investigação. Isto é o pagamento de favores.



publicado por blogoval às 16:37
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