A Incerteza do movimento de uma bola Oval "¿Qué clase de mundo es éste que puede mandar máquinas a Marte y no hace nada para detener el asesinato de un ser humano?" José Saramago
Sexta-feira, 30 de Abril de 2010
500 melhores albuns de Heavy Metal - n.º 488


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O SLBenfica e o Mundo


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Quinta-feira, 29 de Abril de 2010
Jorge Jesus, um ano depois...

 

 

Entrevista no dia em que Jorge Jesus foi apresentado como treinador do Benfica.

A verdade desta temporada.



publicado por blogoval às 21:37
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José Mourinho e Inter de Milão na Final da Champions 2010


publicado por blogoval às 21:06
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Em defesa da mentira...

A Procuradoria-geral da República avança com um pedido junto do YOUTUBE, para retirar as escutas que demonstram a culpa de Pinto da Costa no caso «Apito Dourado».

É uma demonstração da defesa do culpado, da protecção da mentira.

O que consta no YouTube, colocado por vias menos próprias, por este facto não iliba os culpados. A forma está errada, porque não deveria de haver fugas de informação, mas o conteudo das mesmas são gravissimas.

É uma caso em que se defende a mentira.

 

 

Via TSF: PGR pede ajuda aos EUA para que escutas sejam retiradas do youtube

A PGR enviou uma carta rogatória para os Estados Unidos. Um pedido para que seja a justiça norte-americana a pedir à Google para retirar as escutas a Pinto da Costa no âmbito do processo Apito Dourado que foram colocadas no youtube.

A PGR diz que o inquérito continua a decorrer. A resposta enviada à TSF revela que o Ministério Público espera que uma carta rogatória «consiga retirar as escutas do Youtube». 

Um pedido para que a justiça dos Estados Unidos retire da Internet as escutas a Pinto da Costa e outros arguidos do processo Apito Dourado.

O porta-voz da Google, dona do youtube, Bill Echikson, não conhece o caso concreto, mas garante que a empresa respeita a lei.

«Não sei se já recebemos um pedido das autoridades para retirar este conteúdo, mas a regra geral é clara, se o pedido é legítimo, vem do Governo, chega por escrito e respeita a lei, então obedecemos. Somos respeitadores da lei», adianta.

O inquérito da PGR às conversas que foram parar à Internet de vários arguidos do processo Apito Dourado foi anunciado há mais de três meses.

Também o presidente do Futebol Clube do Porto apresentou uma queixa contra desconhecidos.

A TSF falou também com o advogado de Pinto da Costa. Ironicamente este apenas diz que se as escutas ainda estão disponíveis será culpa da inércia do Porto e do presidente do clube.

Em resposta escrita, o Departamento de Investigação de Acção Penal do Porto garante que os pedidos para retirar as escutas do Youtube respeitaram a lei portuguesa e o recurso às entidades competentes.

Manuel Lopes Rocha é advogado, especialista em Direito Informático, já esteve à frente de casos semelhantes e não percebe a opção de enviar uma carta rogatória para o outro lado do Atlântico.

Um pedido directo ao Youtube para retirar conteúdos ilegais consegue por norma resultados muito mais rápidos.



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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010
Acabou-se a crise.............


publicado por blogoval às 22:07
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010
Quando não há noticias...

Via CM: «O Papa Bento XVI vai sentar-se numa cadeira feita em meados de 1700 no encontro com personalidades do mundo da Cultura, que terá lugar a 12 de Maio no Centro Cultural de Belém, em Lisboa...»

 

Quando não há noticias e o espaço fica por preencher... eis que se criam factos, casos e outros que tais...

Mas esta noticia, lembra a história portuguesa. Já cá tivémos um chefe de estado que também se sentou numa cadeira errada, na hora errada e morreu pensado que ainda mandava no futuro país do Socrates.



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Domingo, 25 de Abril de 2010
Miguel Sousa Tavares - «Sua Santidade» (Expresso 22/04/2010)

Publicado Expresso On-line em 22/04/2010 e Jornal Expresso em 17/04/2010

 

 

Link para a edição

 

«Sua Santidade»

Há uma imagem, um momento, um instante decisivo na vida de Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI, que me marcou e que nunca esqueci: é o instante em que ele, acabado de ser eleito Papa da cristandade, faz a tradicional aparição à janela do Vaticano e saúda os fiéis reunidos na praça à espera do fumo branco e perante as televisões do mundo inteiro. Como toda a gente, eu conhecia um pouco do percurso do cardeal Ratzinger: sabia que era tido como um eminente teólogo e tinha sido a face exposta da facção ultraconservadora e dogmática da Igreja Católica, à frente da Congregação para a Doutrina e a Fé, a sucedânea moderna da Santa Inquisição. Pelo meu olhar alheio, Ratzinger tinha feito o "trabalho sujo" de João Paulo II, chamando a si o ónus das posições igualmente conservadoras do Papa Woytila, condenando ao silêncio os padres da Teologia da Libertação e os que representavam a Igreja herdeira do Vaticano II e, inversamente, protegendo os dissidentes da ultradireita católica - até se chegar à inimaginável canonização do fundador do Opus Dei, o espanhol Escrivá de Balaguer. O mundo via Woytila como um santo e Ratzinger como o seu indispensável Rasputine. Concedo que a visão fosse redutora e simplista e que as coisas, necessariamente, fossem menos evidentes ou menos simples do que isso. Mas essa era a imagem que passava e nunca pensei que a escolha do sucessor do papa polaco (que, em minha alheia e indiferente opinião, fez a Igreja recuar cinquenta anos) pudesse vir a ser o homem que representava uma facção extremada da Igreja. Achei que, depois de Woytila - um produto dos tempos finais da Guerra Fria (e que alguns historiadores insinuam que foi levado ao poder por Reagan e pela CIA) - a Igreja Católica, dividida entre várias facções opostas e representando realidades diferentes, quereria alguém que fosse um conciliador, um unificador de divergências. Ou, então, alguém radicalmente diferente, mais novo, vindo de África ou da América Latina - onde a Igreja enfrenta os seus maiores desafios - e que fosse capaz de enfrentar questões novas e ter um discurso novo e mobilizador. Mas, não: a sábia escolha dos cardeais recaiu num alemão, representante do conservadorismo, da tradição e da intransigência. Que, uma vez ungido e sentado na cadeira de S. Pedro, passou logo, como é suposto, a emanar a bondade divina e a sabedoria etérea: esse é um dos tais "mistérios da fé", em que a doutrina católica é pródiga.

Então, Ratzinger - aliás, Bento XVI - assomou à janela do Vaticano e sorriu. E foi esse sorriso que eu não esquecerei nunca: era um sorriso de ambição cumprida, um sorriso de poder, não de humildade. Eu sei que às vezes nos enganamos a avaliar os outros pelas aparências, mas a vida ensinou-me que o primeiro olhar que temos de alguém é quase sempre revelador. Quase, mas nem sempre: há olhares que enganam - para pior, mas também para melhor. Sei é que desde então tenho lido várias entrevistas e depoimentos de quem conhece de perto o Papa e todos dizem que ele está longe da imagem de "pastor alemão" que ganhou a presidir à Congregação para a Doutrina e a Fé. Que, pelo contrário, é um pastor humilde, bondoso, compassivo - o mensageiro de Deus na terra. Ou, nas palavras do cardeal D. Saraiva Martins, "este é o Papa de que a Igreja precisava para o nosso tempo".

Talvez fosse, talvez não. Talvez tenha sido eleito pelos seus pares apenas para dar uma continuidade transitória ao pontificado do seu antecessor: progressista nas questões sociais, retrógrado em todas as outras. Isso lhe permitiria manter a posição mais dogmática da Igreja em relação a temas como o divórcio, o aborto, o celibato dos padres, a recusa do sacerdócio das mulheres.

Só que, entretanto, desabou um inferno em cima da cabeça de Bento XVI. Um gulag submerso durante décadas: a infame questão da pedofilia na Igreja. Vou repetir, porque, apesar das declarações do próprio Bento XVI, parece haver muita gente na Igreja que ainda se recusa a enfrentar a dimensão das coisas: a infame questão da pedofilia na Igreja.

A pedofilia é, para mim, o pior dos crimes. Não consigo imaginar outro mais abjecto, mais cobarde, mais intolerável. E imaginar que esse crime possa campear à vontade em instituições que têm por fim a guarda, a protecção e a educação de crianças, isso, então, é simplesmente repugnante. Se, ainda por cima, essas instituições tinham a chancela da Igreja, a garantia da excelência da sua tradição educativa e a absoluta confiança que ela inspirava, o crime torna-se até humanamente difícil de conceber. E o mais grave de tudo é ver altos responsáveis do clero a falarem quase como se isto fosse um mal imanente a toda a sociedade, e à Igreja não coubesse ser diferente. Como, por exemplo, o ex-bispo do Funchal, D. Teodoro Martins - o homem que protegeu e quis encobrir o pedófilo e assassino padre Frederico, chegando a compará-lo a Cristo - e que agora vem dizer que toda esta história "é um exagero, todas as classes têm defeitos deste género". Ou ler as inacreditáveis declarações do arcebispo de Beja, D. António Vitalino Dantas, dizendo que tudo faz parte de uma campanha de "lóbis anti-Igreja, com base em suspeições".

Suspeições? O relatório Ryan, publicado no ano passado na Irlanda e detalhando em 2600 páginas cinco décadas de abusos encobertos pela Igreja Católica irlandesa, foi classificado pelo cardeal Sean Brady (chefe da Igreja Irlandesa e ele próprio acusado de encobrimento) como "um catálogo vergonhoso de crueldade, abandono, abusos físicos, sexuais e emocionais" sobre milhares de crianças confiadas à guarda dos padres irlandeses. E o mesmo se revelou nos Estados Unidos, no Canadá, no México, na Itália, na Holanda, na Áustria ou na Alemanha (onde o próprio irmão do Papa, o cardeal Georg Ratzinger, também surge suspeito pelas autoridades alemãs de encobrimento de abusos sexuais). E vá lá saber-se onde mais, durante quanto tempo, envolvendo quantas dezenas de milhares de vítimas e quantos milhares de padres pedófilos (4000 apurados, só nos Estados Unidos). Suspeições? Não: factos - provados, documentados, confessados alguns. Terríveis, inomináveis, imperdoáveis. E, todavia, perdoados sistematicamente pelas autoridades da Igreja - e, designadamente, pela Congregação para a Doutrina e a Fé, ao tempo em que a ela presidia Bento XVI.

Não, não é lícito, todavia, generalizar a partir do que já se sabe. A Igreja Católica é muito mais e muito melhor do que as suas ovelhas negras. A questão principal nem sequer é a de aceitar a própria estimativa da Santa Sé, de que apenas 3% dos padres estiveram envolvidos em casos de pedofilia (o que eu já acho estarrecedor). A questão não é, ao contrário do que o inevitável João César das Neves acusa, a de generalizar a pedofilia a toda a instituição. É, sim, a de saber se não é legítimo, perante o que já se sabe, generalizar outra coisa: a política do encobrimento, seguida durante décadas e de acordo com instruções vindas do topo da hierarquia. Essa é a principal acusação que pende sobre a Igreja e relativamente à qual, à parte "a vergonha e o remorso", de que fala tardiamente Bento XVI, nada permite concluir que não foi o caminho escolhido. Pelo contrário: tudo o que já foi apurado (e contra a inércia da Santa Sé), aponta para uma atitude fria e ponderada de silenciar, ocultar, transferir padres expostos, pedir silêncio às vítimas ou negociar com elas e comprar-lhes o silêncio, exigir dos bispos locais o encobrimento e jamais denunciar os crimes perante a justiça comum. Em nome da "salvação da Santa Madre Igreja", como escreveu o então cardeal Joseph Ratzinger.

O Papa que agora vem a Portugal - onde será recebido com toda a honra e toda a hipocrisia de um poder político que adora encostar-se aos votos dos fiéis da Igreja - é, como se percebe friamente, alguém preso por um fio. Patsy McGarry, correspondente eclesiástico do "Irish Times", escreveu que "a Igreja, tal como a conhecemos, não volta mais. Está a afundar-se e a afundar-se rapidamente". Não estou tão certo disso: sempre são dois mil anos de resistência e de sabedoria. A questão está em saber se o preço a pagar pela sobrevivência não terá de ser a renúncia deste Papa. As coisas estão a chegar demasiadamente próximo dele: mais duas ou três revelações e ele desaba. Resta saber se lhe pouparão isso ou não. Aí entra a política - e banhos de multidão e de fé, como os que vai receber em Portugal, são uma dádiva dos céus.

Texto publicado na edição do Expresso de 17 de Abril de 2010

 



publicado por blogoval às 18:20
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Sábado, 24 de Abril de 2010
25 de Abril - 2.ª Senha

Zeca Afonso

«Grândola Vila Morena»

Coliseu dos Recreios de Lisboa

 

 



publicado por blogoval às 23:31
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25 de Abril - 1.ª Senha

 

Paulo de Carvalho - «E depois do Adeus»

 

 

 



publicado por blogoval às 23:30
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Não faças promessas que não podes «comprar»....


publicado por blogoval às 23:28
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João Rendeiro e outro caso «pornográfico»

Via Agência Financeira: «O ex-banqueiro, João Rendeiro, ganhou 3 milhões de euros do Banco Privado Português (BPP), em 2008, ano em que a instituição financeira entrou em colapso e pediu a intervenção do Banco de Portugal para evitar a falência, avança este Sábado o semanário «Expresso». Ao todo, entre 1999 e 2008, o BPP pagou 12 milhões de euros a João Rendeiro. Parte deste valor foi pago através de sociedades sediadas em paraísos fiscais.»

 

Só pode ser brincadeira de mau gosto mas o Expresso anuncia com certeza. João Rendeiro que tinha protagonizado um dos acontecimentos mais escandalosos de 2009, ao lançar um livro sobre a sua bestial capacidade banqueira no dia que rebentou o escândalo BPP, vem agora novamente à baila com a noticia dos 3.000.000 € ganhos no mesmo ano que o banco entra em colapso.

É caso para dizer que saltou do barco no momento imediatamente antes de ele se afundar e ainda conseguiu salvar o pote com as moedas de ouro.



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Cavaco e o futuro veto do casamento Gay... um caso «pornográfico»

Via Sic Noticias: «O desmentido chegou por fax às redacções. Segundo a Presidência da República, Cavaco Silva, ainda não terá tomado qualquer decisão sobre o diploma que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.»

 

Esta é uma das futuras guerras que Cavaco Silva quer lançar. Depois da aprovação no parlamento, e do Tribunal Constituicional ter validado a lei, eis que vem a lume a possibilidade de Cavaco Silva vetar a lei, obrigando o diploma a nova apreciação e negociação/votação no parlamento.

É uma questão «pornográfica», em que a acontecer e a ser verdade o veto, o Presidente da Republica decide quebrar a linha da evolução social que esta lei iria permitir.



publicado por blogoval às 16:10
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Sexta-feira, 23 de Abril de 2010
Desafio e Filosofia

Parar para pensar.

Os tempos que correm não são permissivos a grandes reflexões.

Estuda-se de alguma forma os pensadores e filosofos do passado, criadores de ideias, homens reflexivos, cerebrais e produtores do entendimento da humanidade.

Hoje, vive-se de imediatismos, lugares comuns, frases empacotadas. Não se ensina a pensar, não se promove a ideia, o desvio e a revolta da criação.

O pensamento morreu.

O estado, a sociedade, os decisores, os condutores dos paises ocidentais, abandonaram a humanidade à sorte dos numeros e estatisticas.

Somos défices, PIB, PEC, inflação, produção...

Se houvesse um filósofo que à escala mundial colocasse de novo a pergunta: «quem somos, para onde vamos, o que fazemos aqui?»



publicado por blogoval às 22:14
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Papa adormece a meio de uma sessão

 

Podia ter sido um momento de humor ou de «apanhados»... mas os tempos que correm no seio da Igreja são uma tragédia...



publicado por blogoval às 22:07
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