A Incerteza do movimento de uma bola Oval "¿Qué clase de mundo es éste que puede mandar máquinas a Marte y no hace nada para detener el asesinato de un ser humano?" José Saramago
Domingo, 30 de Maio de 2010
O Caceteiro-Mor...

Seria a mesma coisa sem ele. Podia ser, mas talvez não fosse a mesma coisa.

Bruno Alves, o fantástico caceteiro de serviço, que tem espalhado fruta e trolhada por esses campos fora, nem em estágio muda de fato.

 

 

Via Correio da Manhã: «Ao 16º dia estalou o verniz na Selecção, com os dragões Beto e Bruno Alves a desentenderem-se num treino, sendo prontamente separados pelo capitão Cristiano Ronaldo, e Eduardo, que reagiram e puseram fim ao incidente...»

 



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Sábado, 29 de Maio de 2010
... in memorium...
25 anos da tragédia de Haysel Park
Liverpool - Juventus
29/05/1985
Final da Taça dos Campeões Europeus - marcada pela morte e terror no estádio
Um dia acontecerá algo parecido em Portugal


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John Pugh - a arte da pintura ilusionista...

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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010
.... sob o poder....


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Outros Cadernos de Saramago - «O silêncio»

Copiado e Colado daqui...

 

O silêncio

Por Fundação José Saramago

Provavelmente está feito de suspiros o silêncio que precede o silêncio do mundo.

In Cadernos de Lanzarote, Diário IV, Editorial Caminho, 3.ª ed., p. 204



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Livro anunciado «José Rodrigues Migueis e José Saramago 1959/1971»

Copiado e Colado daqui...

 

Quem sabe se a felicidade não seria exactamente esse pôr o homem a viver, no seu dia de hoje, a sua vida toda, integrar a memória total na parcela de homem que em cada dia somos? Ou talvez não fosse felicidade, talvez fosse um inferno - a irremediável saudade...

(Carta de José Saramago a José Rodrigues Miguéis, 7 de Junho de 1960)

 

Será por vaidade ou por ambição que nos escrevemos? (Para "ganhar a vida" - ou perdê-la - há bem melhores meios!)
Dizia o meu avô Sahil (de Góis), morto há quase 70 anos: "A ambição eleva o homem, a ambição o precipita": Não sei a que Bíblia ele foi buscar esta filosofia. - Porque escrevo eu, se quando me liberto disso, e ando por aí sem destino, me sinto aliviado, livre e quase feliz? - Sim, porque no meio de tantas tormentas, tenho dias de calma e de quase-felicidade, que clarifico com a minha própria substância, os pensamentos!

(Carta de José Rodrigues Miguéis a José Saramago, 13 de Outubro de 1971)

Nas livrarias portuguesas a partir do mês de Junho

 



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Eu sei que tu sabes que eu sei....

É a velha máxima.

José Socrates, segundo diversas fontes, sabe de tudo o que se passou no famoso caso da TagusPark / TVI e na sua sequela PT / TVI.

Também é ponto assente, segundo Pacheco Pereira, este que teve acesso à leitura das famosas escutas, existe muita gente com discurso de falsidade, de meias verdades ou em pura contradição com as declarações na Comissão Parlamentar de Inquérito.

Até ao momento existem diversos «players». Rui Pedro Soares, um «ponta de lança» do Governo. Depois da tentativa falhada através do Taguspark, aparece com poder na Portugal Telecom. Zeinal Bava, admite esta situação e o seu desconhecimento.

Outra figura, é Armando Vara. Um dos braços tentaculares. Controla tudo de cima. Mais do que um olheiro é um activo mestre nas jogadas deste tabuleiro de xadrez.

Sócrates, faz o papel de «padrinho». Não sabe de nada, não falou de nada, não pediu nada, sente-se uma vitima do processo desencadeado pelos «maus da fita» - o casal Moniz e Moura Guedes.

O primeiro - ministro, escudado em artificios legais não teve coragem de se apresentar da CPI. Preferiu não ser encostado às cordas e jogar à defesa. Respondeu às perguntas da comissão por escrito. Mas foi tramado pela sua própria defesa. O melhor ataque é a verdade. As mentiras, mesmo à defesa são apanhadas na primeira curva. Estes «jogadores», travestidos de politicos do bem, da verdade e dos bons costumes, afundaram o país. Quiseram criar à sua volta uma teia de interesses públicos e privados, para perpetuar à moda na nova Rússia uma oligarquia.

O jornal Sol, de hoje, pública sms trocados entre Sócrates e Vara, demonstrativos de que estavam a jogar neste tabuleiro, com poder de intervenção e de decisão.

Mais do que uma moção de censura, esta gente devia ser corrida do poder, mas julgada pelos seus actos e omissões.

 

Via Sol: «...A Manela não apresenta mais o jornal. Mas não digas nada». Foi assim que Sócrates soube, através de Armando Vara, da saída de Manuela Moura Guedes da apresentação do Jornal de Sexta. No entanto, à Comissão de Inquérito, o 1.º-ministro disse que só soube do facto pela comunicação social...»

 

 


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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010
500 melhores álbuns de metal - n.º 487
Rainbow
Down to Earth
Uk - 1979

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Outros Cadernos de Saramago - «Aprendamos o rito»

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Aprendamos o rito

Por Fundação José Saramago

Põe na mesa a toalha adamascada,
Traz as rosas mais frescas do jardim,
Deita o vinho no copo, corta o pão,
Com a faca de prata e de marfim.

Alguém se veio sentar à tua mesa,
Alguém a quem não vês, mas que pressentes.
Cruza as mãos no regaço, não perguntes:
Nas perguntas que fazes é que mentes.

Prova depois o vinho, come o pão,
Rasga a palma da mão no caule agudo,
Leva as rosas à fronte, cobre os olhos,
Cumpriste o ritual e sabes tudo.

In Os Poemas Possíveis, Editorial Caminho, 3.ª ed., p. 81

Ouvir Aprendamos o Rito
in Carlos do Carmo ao Vivo no CCB



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Quarta-feira, 26 de Maio de 2010
Outros Cadernos de Saramago - «Esta crise»

Copiado e Colado daqui...

 

Esta crise

Por Fundação José Saramago

Esta crise – iniciada em 2007 – está a fazer com que se desmoronem muitos princípios liberais ou neo-liberais: parece que afinal o mercado não se regula sozinho, que pode colapsar-se, e então, oh, há que chamar o estado… Está claro: privatizam-se os lucros, as perdas assumimo-las todos. Parece que esta crise acabará com um regresso ao estado perante um liberalismo que se vendia como a salvação, o fim da história… Embora também possa acontecer que se mude alguma coisa para que tudo continue na mesma. O capitalismo tem a pele dura.

José Saramago ao jornal Expresso, Lisboa, 11 de Outubro de 2008



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Movimento 1 milhão de Saramagos


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Terça-feira, 25 de Maio de 2010
Luis Freitas Lobo «Época 2009/10: relatório final»

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Época 2009/10: relatório final

 

Terminada a época 2009/10, ficaram muitas imagens tácticas para analisar. O termo «transições rápidas» continua a ser o mais utilizado para elogiar a forma de atacar de uma equipa. Na maioria das vezes, porém, é uma análise que confunde momentos de jogo diferentes (transição ofensiva e organização…ofensiva). Até porque, na prática, poucas equipas do campeonato fazem (ou conseguem fazer) transições rápidas. O próprio Benfica é uma equipa muito rápida a atacar, em organização, mas que aquando de tirar a bola da zona de pressão, faz mais um início de transição em segurança. Isto é, não aumenta de imediato a velocidade do jogo, prefere mesmo um breve baixar do ritmo para o primeiro passe, quase sempre curto, sair preciso, em apoio, dando, ao mesmo tempo, curtos instantes para os médios de segunda linha e avançados se reposicionarem e soltarem a organização ofensiva (essa sim já muito rápida). É um ténue momento de fronteira entre dois…momentos que, no fundo, separa a transição rápida do contra-ataque (uma forma de expressão da organização ofensiva).
Recorde-se como o Benfica quando tinha dificuldades perante equipas mais fechadas (bloco-baixo) em vez de insistir buscar espaços de penetração em «campo pequeno», tinha antes a tendência de (estrategicamente) recuar as suas linhas (meio-campo e ataque) para com isso aliciar o adversário a subir as suas. Desta forma, chamava-o para uma armadilha, pois recuperada a bola nessa altura, fazia a tal transição em segurança e logo depois lançava uma organização ofensiva rápida (contra-ataque) com um espaço que antes não tinha. É por isso que por vezes se ouvia a estranheza do treinador adversário por num jogo daqueles ter sofrido um golo em…contra-ataque (veja-se golos à Naval, Olhanense ou Nacional) quando todo o jogo (preparação e desenrolar) impediria, por princípio, qualquer hipótese dele surgir assim. Tinham, pura e simplesmente, caído na armadilha montada.
 
No sistema, as principais equipas variaram de design preferencial. Benfica (4x1x3x2), Braga (4x2x3x1), FC Porto (4x3x3). As estruturas não têm, no entanto, vida própria. E, por isso, mesmo mantendo-se, podem mudar de expressão em campo. O FC Porto, por exemplo, manteve a capacidade de fazer transições rápidas, mas perdeu a qualidade posicional (com mobilidade) que tinha em organização ofensiva nos últimos 30 metros. O Braga jogava num bloco médio-baixo, saía a jogar por um dos laterais ou pelo pivot, mas quando perdeu esses elementos-chave (João Pereira-Vandinho) teve de mudar esse princípio de jogo de transição, mantendo os da organização ofensiva.
O maior segredo táctico deste campeonato residiu, porém, na capacidade de tirar a bola da zona de pressão e, depois, fazer um desdobramento (não transição) rápido (e, ao mesmo tempo, apoiado) para o momento ofensivo que, então sim, incorpora essa maior velocidade. O Benfica conseguiu-o de forma tão perfeita que, nessa dinâmica táctica, parecia fazer transições rápidas. Foi a maior (e melhor) ilusão da época.
 
 
1. Organização defensiva 
No global, as equipas revelaram-se fortes nos encurtamentos (reduzir espaços ao adversário) mas muitas parecem recear que a opção pelo bloco-baixo implique assumir uma filosofia de jogo mais defensiva. É uma preocupação estética saudável, mas, por vezes, tacticamente pouco inteligente face aos jogadores (capacidades táctico-técnicas) ao dispor. Ou seja, há equipas que ao subir o seu bloco, em vez de potenciar qualidades, expõem debilidades. Aumentam o seu «espaço defensivo» de jogo, sobretudo nas costas da defesa. Isso obriga a maior qualidade técnica de posse de bola do sua linha defensiva para a poder circular. É um problema e nem é só nas ditas equipas pequenas. O Sporting, com a sua linha defensiva, por exemplo, sentia mais as suas debilidades à medida que subia o bloco. É o maior contra-senso que uma equipa grande pode apresentar: a defesa parecer melhor em bloco-baixo.
No sistema, os treinadores mantém a evolução da marcação individual para a zonal, mas que ainda confunde o comportamento de muitas equipas (jogadores) sobretudo em bolas paradas.
 
2. Transições  
Principal impressão que fica da maioria das equipas: Adaptam-se muito bem à realidade do jogo (isto é, preparam muito bem o «seu jogo»), mas depois revelam dificuldade em se adaptar às suas mudanças (isto é, falham na reacção às «circunstâncias do jogo»). Não é fácil, claro, uma equipa variar de sistema durante um jogo, pelo que muitas vezes o problema coloca-se sobretudo no plano da falta de qualidade de passe como principal ameaça a essa estabilidade táctica.
Evitar fazer passes de primeira instância (para o colega mais próximo) em bloco-baixo é uma regra (face à fraca qualidade de passe dominante) para evitar a situação de maior risco em que se pode cair: perder a bola no início da transição, ainda perto da área, sendo apanhada posicionalmente desequilibrada defensivamente. Esta interpretação conjunta do jogo espelha-se, sobretudo, nas transições. Ou melhor, na velocidade (e eficácia) em que elas se fazem de forma a encurtar os momentos de desequilíbrio que a passagem da organização ofensiva para a defensiva (e vice-versa) implica.
 
 
3. Organização ofensiva  
Outras equipas preferem, por exemplo, a transição rápida e depois uma organização ofensiva mais apoiada em construção. O Guimarães de Paulo Sérgio foi, quase sempre, um exemplo. A opção pelo bloco médio ou médio-baixo nasce, muitas vezes, da ideia de que para se pressionar alto é necessário subir obrigatoriamente o bloco. Não é assim. Porque a pressão alta não é a missão principal dos defesas, mas sim dos médios e sectores mais subidos. O segredo é aguentar a distância entre-linhas. A Académica (jogo posicional perfeito) sofreu com isso em alguns lances. Era o problema do espaço que aparecia nas costas da defesa durante o jogo ao subir o bloco.
No geral das outras equipas trata-se, porém, de face à dificuldade em ter a bola, não saber precaver melhor a sua perda, programando-a para que ela suceda o mais longe possível da sua área. Marítimo e Olhanense terão sido, em pólos diferentes, das equipas mais desequilibradas: fortes na organização ofensiva (com largura e profundidade) mas, uma vez perdida a bola, defensivamente quase sempre incompletas.


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Outros Cadernos de Saramago - «O Estado Chulo»

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O estado chulo

Por Fundação José Saramago

Sempre se falou da Europa como de um mercado com não sei quantos milhões de consumidores, ninguém falou na Europa dos cidadãos que precisam de medicamentos, pensões de velhice dignas, assistência hospitalar, sistemas educativos modernos. É duvidoso que, em tantos anos de construção europeia, nada na Comunidade aponte nesse sentido. Aquilo de que se fala é em reduzir os benefícios sociais. Se me é permitido, passámos do ideal do estado providência para o estado chulo.

“Uma certa ideia de Europa”
Entrevista de Clara Ferreira Alves para Expresso, 7 de agosto de 1993



publicado por blogoval às 19:36
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Special One
Pretérito mais que presente.
Um momento único registado.
O melhor treinador do mundo e um dos mais duros defesas centrais, num momento de despedida...


publicado por blogoval às 19:29
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Segunda-feira, 24 de Maio de 2010
Mundial de Futebol 2010 - Prognósticos

Primeira Fase (de grupos)

Primeiro e Segundo lugar de cada grupo

 

Grupo A - França Uruguai

 

Grupo B - Argentina Nigéria

 

Grupo C - Inglaterra Eslovénia

 

Grupo D - Alemanha Sérvia

 

Grupo E - Holanda Camarões

 

Grupo F - Itália Parguai

 

Grupo G - Brasil Costa do Marfim

 

Grupo H - Espanha Chile

 

 

 

Oitavos de Final

 

França - Nigéria

Inglaterra - Sérvia

Eslovénia - Alemanha

Uruguai - Argentina

Holanda - Paraguai

Brasil - Chile

Itália - Camarões

Espanha - Costa do Marfim

 

 

 

Quartos de Final

 

França - Inglaterra

Alemanha - Argentina

Holanda - Brasil

Itália - Espanha

 

 

 

Meias Finais

 

Inglaterra - Brasil

Alemanha - Espanha

 

3.º/4.º Lugar

Inglaterra - Espanha (vence a Inglaterra)

 

Final

Brasil - Alemanha (vence o Brasil)

 

Notas:

Confirma-se o poder do Brasil

A derrota da Alemanha, como extensão do resultado dos clubes que chegaram longe na Liga Europa e Champions League

A Espanha destronada da final, tal como a Inglaterra, morrem a beira da final

O declinio da França e do seu abominável seleccionador

As equipas sul-americanas e africanas continuam a  não chegar lá.

Prestação demasiado pobre dos outsiders.

 



publicado por blogoval às 22:07
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