A Incerteza do movimento de uma bola Oval "¿Qué clase de mundo es éste que puede mandar máquinas a Marte y no hace nada para detener el asesinato de un ser humano?" José Saramago
Sábado, 22 de Novembro de 2008
O Paradigma chamado BPN

José Oliveira e Costa, fica detido, aos 73 anos, por indicios de vários crimes, por possibilidade de destruir provas e por poder fugir.

Questiono?

E para quando novas detenções?

Quantos funcionários de topo, com funções de execução, não participaram nos actos?

Para quando uma séria avaliação, aos actos de regulação e surpevisão do Banco de Portugal.

Será que esta personagem fica com o ónus da culpa pela totalidade?

Será que esta personagem, sobre a qual gravitaram muitas entidades da vida politica, não vai arrastar mais nomes?

Será que acontecerá o mesmo com o BPN, como o que aconteceu com o caso CASA PIA, em que fala-se à boca cheia que os grandes tubarões passaram à margem da questão?

 



publicado por blogoval às 16:32
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O Paradigma chamado BPP

Adivinha-se, até pelo pedido que o BPP fez ao Governo, mais um caso na banca nacional.

O BPI, através da sua figura principal, veio a público admirar-se pelo tamanho pedido que o BPP efectuou. Acima dos 700 milhões de €.

O Bloco de Esquerda, também através da sua «cabeça», vem lamentar a afronta do pedido, já que se trata de um banco de gestão de grandes fortunas e de actos financeiros de alto risco, que o povo não tem de pagar.

Adivinha-se um caso.... a verificar de futuro.



publicado por blogoval às 16:27
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«O Caderno de Saramago» - No Brasil

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No Brasil

De viagem para o Brasil, onde nos espera um programa tão carregado como um céu a ameaçar chuva. Confio no entanto que se arranje alguma aberta para que esta conversa não fique suspensa durante uma semana, que tanto irá durar a ausência. Já se sabe que, estando no Brasil, assunto não faltará, o problema, se o houver, estará na insuficiente disponibilidade de tempo. Veremos. Desejem-nos boa viagem, e, já agora, façam-nos o favor de cuidar do elefante enquanto andarmos por fora.



publicado por blogoval às 16:26
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«O Caderno de Saramago» - Todos os nomes

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Todos os nomes

A dedicar exemplares de “A Viagem do Elefante” na editora durante uma boa parte da manhã. Na sua maioria irão ficar em Portugal como um recado para os amigos e companheiros de ofício dispersos nas lusitanas paragens, mas outros viajarão a terras distantes, como sejam o Brasil, a França, a Itália, a Espanha, a Hungria, a Roménia, a Suécia. Neste último caso, os destinatários foram Amadeu Batel, nosso compatriota e professor de literatura portuguesa na Universidade de Estocolmo, e o poeta e romancista Kjell Espmark, membro da Academia Sueca. Enquanto dedicava o livro para Espmark recordei o que ele nos contou, a Pilar e a mim, sobre os bastidores do prémio que me foi atribuído. O “Ensaio sobre a Cegueira”, já então traduzido ao sueco, havia causado boa impressão nos académicos, tão boa que ficou praticamente decidido entre eles que o Nobel desse ano, 1998, seria para mim. Acontece, porém, que no ano anterior tinha publicado outro livro, “Todos os Nomes”, o que, obviamente, em princípio, não deveria constituir obstáculo à decisão tomada, a não ser uma pergunta nascida dos escrúpulos dos meus juízes: “E se este novo livro é mau?” Da resposta a dar encarregou-se Kjell Espmark, em quem os colegas depositaram a responsabilidade de proceder à leitura do livro no seu idioma original. Espmark, que tem certa familiaridade com a nossa língua, cumpriu disciplinadamente a missão. Com o auxílio de um dicionário, em pleno mês de Agosto, quando mais apeteceria ir navegar entre as ilhas que enxameiam o mar sueco, leu, palavra a palavra. a história do funcionário Sr. José e da mulher a quem ele amou sem nunca a ter visto. Passei o exame, afinal o livrinho não ficava nada atrás do “Ensaio sobre a Cegueira”. Uf.



publicado por blogoval às 16:25
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«O Caderno de Saramago» - Inundação

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Inundação

Venho da Casa do Alentejo onde participei numa sessão de solidariedade com a luta do povo palestino pela sua plena soberania contra as arbitrariedades e os crimes de que Israel é responsável. Deixei lá uma sugestão: que a partir de 20 de Janeiro, data da tomada de posse de Barack Obama, a Casa Branca seja inundada de mensagens de apoio ao povo palestino e em que se exija uma rápida solução do conflito. Se Barack Obama quer libertar o seu país da infâmia do racismo, faça-o também em Israel. Desde há sessenta anos que o povo palestino vem sendo friamente martirizado com a cumplicidade tácita ou activa da comunidade internacional. É tempo de acabar com isto.



publicado por blogoval às 16:23
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008
PSD e os 6 meses de carência

Segundo ouvi na TSF - «Eu não acredito em reformas quando se está em democracia, quando não se está em democracia, é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se; e até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia» - Manuela Ferreira Leite, perdeu a cabeça e disse coisas.

Disse coisas que ouvindo, a reacção é uma indignação pela afronta à democracia.

Mas vendo bem as coisas, Portugal parece um país onde as coisas não acontecem. E quando se tende a tentar fazer algo, muitos interesses se levantam.

Veio-me à memória a velha história de uma barragem (fundamental para a existência do país) que não se chegou a fazer, por causa de umas pinturas, de interesse duvidoso em comparação com as necessidades hidricas do país.

Na altura, meio mundo se levantou em defesa dos «retratos». Imensos projectos culturais se pensara. O projecto da barragem não aconteceu.

Hoje passados tantos anos, o que sobra.

A incapacidade dos sucessivos governos para tomarem medidas, de implementar soluções, de criar projectos válidos e sólidos.

Sobra em muito aquilo de nos faz falta. Sobre capacidade num país cada vez mais adiado.

MFL, se calhar disse uma verdade, crua e de forma clara de mais.

Se calhar disse algo que só se deve pensar.

Devemos fechar o país durante 6 meses, limpar e implantar.

Depois logo se vê.

 



publicado por blogoval às 21:14
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«O Caderno de Saramago» - Vivo, vivíssimo

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Vivo, vivíssimo

Intento ser, à minha maneira, um estóico prático, mas a indiferença como condição de felicidade nunca teve lugar na minha vida, e se é certo que procuro obstinadamente o sossego do espírito, certo é também que não me libertei nem pretendo libertar-me das paixões. Trato de habituar-me sem excessivo dramatismo à ideia de que o corpo não só é finível, como de certo modo é já, em cada momento, finito. Que importância tem isso, porém, se cada gesto, cada palavra, cada emoção são capazes de negar, também em cada momento, essa finitude? Em verdade, sinto-me vivo, vivíssimo, quando, por uma razão ou por outra, tenho de falar da morte…



publicado por blogoval às 21:10
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«O Caderno de Saramago» - 86 anos

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86 anos

Dizem-me que as entrevistas valeram a pena. Eu, como de costume, duvido, talvez porque já esteja cansado de me ouvir. O que para outros ainda lhes poderá parecer novidade, tornou-se para mim, com o decorrer do tempo, em caldo requentado. Ou pior, amarga-me a boca a certeza de que umas quantas coisas sensatas que tenha dito durante a vida não terão, no fim de contas, nenhuma importância. E porque haveriam de tê-la? Que significado terá o zumbido das abelhas no interior da colmeia? Serve-lhes para se comunicarem umas com as outras? Ou é um simples efeito da natureza, a mera consequência de estar vivo, sem prévia consciência nem intenção, como uma macieira dá maçãs sem ter que preocupar-se se alguém virá ou não comê-las? E nós? Falamos pela mesma razão que transpiramos? Apenas porque sim? O suor evapora-se, lava-se, desaparece, mais tarde ou mais cedo chegará às nuvens. E as palavras? Aonde vão? Quantas permanecem? Por quanto tempo? E, finalmente, para quê? São perguntas ociosas, bem o sei, próprias de quem cumpre 86 anos. Ou talvez não tão ociosas assim se penso que meu avô Jerónimo, nas suas últimas horas, se foi despedir das árvores que havia plantado, abraçando-as e chorando porque sabia que não voltaria a vê-las. A lição é boa. Abraço-me pois às palavras que escrevi, desejo-lhes longa vida e recomeço a escrita no ponto em que tinha parado. Não há outra resposta.


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publicado por blogoval às 21:09
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Domingo, 16 de Novembro de 2008
«O Caderno de Saramago» - R.C.P.

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R.C.P.

As iniciais significam Rádio Clube Português, creio que não deverá haver um português que o ignore. Hoje, dia 13 de Novembro, que é quando escrevo estas breves linhas, resolveu o R. C. P. dedicar parte da sua emissão à estreia de Blindness, o filme dirigido pelo realizador brasileiro Fernando Meirelles a partir do meu Ensaio sobre a Cegueira. Pilar, que só produz ideias boas, achou que deveríamos fazer uma visita de cortesia à estação e aos apresentadores da «Janela Aberta», que assim se chama o programa em causa. Lá fomos a coberto do mais absoluto sigilo e certos de ir causar uma surpresa que não seria desagradável. O que não imaginávamos era que a nossa surpresa poderia ser ainda melhor. Os dois apresentadores estavam cegos, tinham os olhos vendados por um pano preto… Há momentos que logram ser, ao mesmo tempo, emocionantes e prazeirosos. Foi o caso deste. Deixo aqui a expressão da minha gratidão e do meu profundo reconhecimento pela prova de amizade que nos deram.




publicado por blogoval às 09:54
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«O Caderno de Saramago» - Dogmas

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Dogmas

Os dogmas mais nocivos nem sequer são os que como tal foram expressamente enunciados, como é o caso dos dogmas religiosos, porque estes apelam à fé, e a fé não sabe nem pode discutir-se a si mesma. O mal é que se tenha transformado em dogma laico o que, por sua própria natureza, nunca aspirou a tal. Marx, por exemplo, não dogmatizou, mas logo não faltaram pseudo-marxistas para converter O Capital em outra bíblia, trocando o pensamento activo pela glosa estéril ou pela interpretação viciosa. Viu-se o que aconteceu. Um dia, se formos capazes de desfazer-nos dos antigos e férreos moldes, da pele velha que não nos deixou crescer, voltaremos a encontrar-nos com Marx: talvez uma “releitura marxista” do marxismo nos ajude a abrir caminhos mais generosos ao acto de pensar. Que terá que começar por procurar resposta à pergunta fundamental: “Por que penso como penso?” Com outras palavras: “Que é a ideologia?” Parecem perguntas de pouca monta e não creio que haja outras mais importantes…



publicado por blogoval às 09:53
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Tomates e Pepinos (ou coisas similares)....

Depois da furia reguladora da União Europeia, sobre os tamanhos, cores, aspecto e outras temáticas do género, que ditavam a sorte dos vegetais que consumimos, vê-se agora um arrependimento e um perdoa-me.

A União Europeia, vem dizer por palavras simples, que as cenouras mais tortas, as laranjas menos lustrosas, e outras que tais, também são boas para o consumo???

Na época de crise, em que todo o mundo está mergulhado, até as migalhas do pão são boas para se comer.

Isto é a prova, dos excessos que se praticam.

Ler algo aqui.



publicado por blogoval às 09:48
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
«O Caderno de Saramago» - Velhos e novos

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Velhos e novos

Dirão alguns que o cepticismo é uma doença da velhice, um achaque dos últimos dias, uma esclerose da vontade. Não ousarei dizer que o diagnóstico seja completamente equivocado, mas direi que seria demasiado cómodo querer escapar às dificuldades por essa porta, como se o estado actual do mundo fosse simplesmente consequência de que os velhos sejam velhos… As esperanças dos jovens nunca conseguiram, até hoje, tornar o mundo melhor, e o sempre renovado azedume dos velhos nunca foi tanto que chegasse para torná-lo pior. Claro que o mundo, pobre dele, não tem culpa dos males de que padece. O que chamamos estado do mundo é o estado da desgraçada humanidade que somos, inevitavelmente composta de velhos que foram novos, de novos que hão-de ser velhos, de outros que já não são novos e ainda não são velhos. Culpas? Ouço dizer que todos as temos, que ninguém pode gabar-se de estar inocente, mas parece-me que semelhantes declarações, que aparentemente distribuem justiça por igual, não passam, quando muito, de espúrias recidivas mutantes do chamado pecado original, servem apenas para diluir e ocultar, numa imaginária culpa colectiva, as responsabilidades dos autênticos culpados. Do estado, não do mundo, mas da vida.

Escrevo isto num dia em que chegaram a Espanha e Itália centenas de homens, mulheres e crianças nas frágeis embarcações que costumam utilizar para alcançar os supostos paraísos de uma Europa rica. À ilha de Hierro, em Canárias, por exemplo, chegou um barco desses, dentro do qual havia uma criança morta, e alguns náufragos declararam que durante a viagem tinham morrido e sido lançados ao mar vinte companheiros de martírio… Que não me falem de cepticismo, por favor.



publicado por blogoval às 19:15
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008
«O Caderno de Saramago» - Receita para matar um homem

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Receita para matar um homem

A referência a Martin Luther King no texto anterior deste blog fez-me recordar uma crónica publicada em 1968 ou 1969 com o título de “Receita para matar um homem”. Aqui a deixo outra vez como sentida homenagem a um verdadeiro revolucionário que abriu o caminho que levará ao fim próximo e definitivo da segregação racial nos Estados Unidos.

Receita para matar um homem

Tomam-se umas dezenas de quilos de carne, ossos e sangue, segundo os padrões adequados. Dispõem-se harmoniosamente em cabeça, tronco e membros, recheiam-se de vísceras e de uma rede de veias e nervos, tendo o cuidado de evitar erros de fabrico que dêem pretexto ao aparecimento de fenómenos teratológicos. A cor da pele não tem importância nenhuma.

Ao produto deste trabalho melindroso dá-se o nome de homem. Serve-se quente ou frio, conforme a latitude, a estação do ano, a idade e o temperamento. Quando se pretende lançar protótipos no mercado, infundem-se-lhes algumas qualidades que os vão distinguir do comum: coragem, inteligência, sensibilidade, carácter, amor da justiça, bondade activa, respeito pelo próximo e pelo distante. Os produtos de segunda escolha terão, em maior ou menos grau, um ou outro destes atributos positivos, a par dos opostos, em geral predominantes. Manda a modéstia não considerar viáveis os produtos integralmente positivos ou negativos. De qualquer modo, sabe-se que também nestes casos a cor da pele não tem importância nenhuma.

O homem, entretanto classificado por um rótulo pessoal que o distinguirá dos seus parceiros, saídos como ele da linha de montagem, é posto a viver num edifício a que se dá, por sua vez, o nome de Sociedade. Ocupará um dos andares desse edifício, mas raramente lhe será consentido subir a escada. Descer é permitido e por vezes facilitado. Nos andares do edifício há muitas moradas, designadas umas vezes por camadas sociais, outras vezes por profissões. A circulação faz-se por canais chamados hábito, costume e preconceito. É perigoso andar contra a corrente dos canais, embora certos homens o façam durante toda a sua vida. Esses homens, em cuja massa carnal estão fundidas as qualidades que roçam a perfeição, ou que por essas qualidades optaram deliberadamente, não se distinguem pela cor da pele. Há-os brancos e negros, amarelos e pardos. São poucos os acobreados por se tratar de uma série quase extinta.

O destino final do homem é, como se sabe desde o princípio do mundo, a morte. A morte, no seu momento preciso, é igual para todos. Não o que a precede imediatamente. Pode-se morrer com simplicidade, como quem adormece; pode-se morrer entre as tenazes de uma dessas doenças de que eufemisticamente se diz que “não perdoam”; pode-se morrer sob a tortura, num campo de concentração; pode-se morrer volatilizado no interior de um sol atómico; pode-se morrer ao volante de um Jaguar ou atropelado por ele; pode-se morrer de fome ou de indigestão; pode-se morrer também de um tiro de espingarda, ao fim da tarde, quando ainda hà luz de dia e não se acredita que a morte esteja perto. Mas a cor da pele não tem importância nenhuma.

Martin Luther King era um homem como qualquer de nós. Tinha as virtudes que sabemos, certamente alguns defeitos que não lhe diminuíam as virtudes. Tinha um trabalho a fazer – e fazia-o. Lutava contra as correntes do costume, do hábito e do preconceito, mergulhado nelas até ao pescoço. Até que veio o tiro de espingarda lembrar aos distraídos que nós somos que a cor da pele tem muita importância.



publicado por blogoval às 19:39
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«O Caderno de Saramago» - Rosa Parks

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Rosa Parks

Rosa Parks, não Rosa Banks. Um lamentável desmaio de memória, que não terá sido o primeiro e certamente não vai ser o último, fez-me incorrer num dos piores deslizes que se podem cometer no sempre complexo sistema das relações entre pessoas: dar a alguém um nome que não é o seu. Salvo ao paciente leitor destas despretensiosas linhas, não tenho a quem pedir que me desculpem, mas já basta, para ver-me punido do desacerto, o sentimento de intensa vergonha que de mim se apossou quando, logo depois, me apercebi da gravidade do equívoco. Ainda pensei em deixar correr, mas afastei a tentação, e aqui estou para confessar o erro e prometer que doravante terei o cuidado de verificar tudo, até aquilo de que julgue ter a certeza.

Há males que vêm por bem, diz a sabedoria popular, e talvez seja certo. Tenho assim a oportunidade para voltar a Rosa Parks, aquela costureira de 42 anos que, viajando num auto-carro em Montgomery, no estado de Alabama, no dia 1 de Dezembro de 1955, se recusou a ceder o seu lugar a uma pessoa de raça branca, como o condutor lhe havia ordenado. Este delito levou-a à prisão sob a acusação de ter perturbado a ordem pública. Há que esclarecer que Rosa Parks ia sentada na parte destinada aos negros, mas, como a secção dos brancos estava completamente ocupada, a pessoa de raça branca quis o seu assento.

Em resposta ao encarceramento de Rosa Parks, um pastor baptista relativamente desconhecido nesse tempo, Martin Luther King, dirigiu os protestos contra os autocarros de Montgomery, o que obrigou a autoridade do transporte público a acabar com a prática da segregação racial naqueles veículos. Foi o sinal para desencadear outras manifestações contra a segregação. Em 1956 o caso de Parks chegou finalmente ao Tribunal Supremo dos Estados Unidos, que declarou que a segregação nos transportes era anti-constitucional. Rosa Parks, que já desde 1950 se havia unido à Associação Nacional para o Avanço do Povo de Cor (National Association for the Advancement of Colored People), viu-se convertida em ícone do movimento de direitos civis, para o qual trabalhou durante toda a sua vida. Morreu em 2005. Sem ela, talvez Barack Obama não fosse hoje o presidente dos Estados Unidos.



publicado por blogoval às 19:38
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Principio do Fim... da ministra...

Outra coisa não seria de esperar, por estes dias, começam a dobrar de finados em honra da ministra da educação.

Tem sido tudo menos meritória, na união dos professores em redor do projecto educativo, da unificação de esforços pelas melhores condições de trabalhos para alunos, professores e pessoal administrativo, e por fim, não conseguiu trazer para dentro do espaço escolar os pais.

As melhores notas e respectivas médias, não são o resultado de um maior e mais profiquo esforço na aprendizagem, antes pelo contrário, é a soma de testes com menor grau de exigência, e logo, uma pauta mais luminosa.

Hoje em Fafe, na entrega de uns diplomas (Programa Novas Oportunidades), a ministra não pode sair do carro, tal foi a vai acompanhada de ovos com que a atacaram.

Começam neste dias de magusto, a cheirar a enterro.

Para o ano, são tempos de eleições e remodelações, e ela estará na calha.



publicado por blogoval às 19:30
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